Contar a história da ferrovia, que faz parte do patrimônio local, é o objetivo da iniciativa

Para preservar a memória ferroviária, que faz parte do patrimônio material e imaterial de diversos municípios, e também criar espaços para que as novas gerações conheçam a história da ferrovia, a VLI – administradora da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) –, em parceria com a AIC – Agência de Iniciativas Cidadãs e a administração municipal de Catalão, em Goiás, inaugura no próximo dia 5, às 10h, o Estação de Memórias de Catalão, o primeiro no estado goiano. A exposição, que terá visitação gratuita, está instalada no Museu Cornéllio Ramos, localizado na Avenida Farid Miguel Safatle, 480, Centro.
O Programa Estação de Memórias registra e difunde as memórias das pessoas sobre o passado, a partir de um processo de cocriação com as comunidades. Encontros e entrevistas identificam casos, lembranças e histórias de quem vivenciou o vai e vem dos trens. Esse conteúdo é transformado em espaços expositivos, montados na estação.
A gerente-geral de Sustentabilidade e Comunicação da VLI, Danny Marchesi, destaca que preservar as histórias para a presente e futuras gerações integra o compromisso da companhia de deixar legado e compartilhar valor com a sociedade. “A preservação do patrimônio histórico e da memória ferroviária é um dos pilares da estratégia de atuação social da VLI. As ferrovias foram essenciais para o desenvolvimento econômico e social de muitas cidades brasileiras, moldando suas identidades, como é o caso de Catalão. A companhia se orgulha por fazer parte da história deste município e promover a celebração e a preservação dessas memórias”, frisa.
História
O Estação de Memórias de Catalão tem como tema principal a relação da cidade com a ferrovia. Ele aborda a chegada do trem na região e as transformações decorrentes desse processo. A narrativa expositiva apresenta, inicialmente, a ocupação do território e os marcos administrativos de Catalão, evidenciando o que mudou com a chegada da ferrovia.
Também são abordados aspectos das viagens de trem, a partir dos relatos de moradores que utilizavam esse meio de transporte. Por fim, a exposição explora as relações entre a ferrovia e a produção cultural da cidade, com destaque para a Academia Catalana de Letras e o congado, manifestações que integram a memória e a identidade local.
Para contar todas essas memórias ferroviárias, a expografia é composta por uma linha do tempo, jogo da memória, personagem inspirado em uma figura local, entrevistas em vídeo, objetos cenográficos, instrumentos do congado, entre outros elementos. A expografia em Catalão, construída de forma colaborativa, incluiu a identificação de cerca de 50 fotografias, além de 13 objetos e documentos históricos. Ao todo, foram realizadas 12 entrevistas em áudio e três oficinas colaborativas, que contaram com a participação de 35 voluntários.
Segundo a coordenadora-geral do projeto pela AIC, Gislaine Gonçalves, a chegada da ferrovia a Catalão promoveu transformações sociais e geográficas no espaço urbano e no estado de Goiás. “Sua construção impulsionou o comércio local e contribuiu para o crescimento populacional da cidade, com a chegada de imigrantes e de pessoas em busca de oportunidades de emprego e estudo”, frisa.
A iniciativa faz parte do programa homônimo da VLI, realizado pela AIC – Agência de Iniciativas Cidadãs, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, e conta com o apoio da Prefeitura de Catalão.
Balanço
Em 2026, o Estação de Memórias deverá ser implantado ainda nos municípios de Bambuí, no Centro-Oeste Mineiro; e Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais. Neste ano, a iniciativa já teve início em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e em Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste de Minas. O Programa recebeu, nos últimos anos, mais de R$ 17 milhões para a preservação da memória ferroviária. O investimento é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Sobre a VLI
A VLI atua na integração de serviços logísticos por meio de ferrovias, portos e terminais intermodais. A empresa opera as ferrovias Norte-Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de ativos estratégicos em corredores logísticos que conectam as principais regiões produtoras do país aos mercados nacional e internacional. A companhia reafirma seu protagonismo em inovação ao alcançar seu quarto primeiro lugar setorial no Prêmio Valor Inovação Brasil, mantendo presença de destaque entre as lideranças do setor ao longo dos últimos anos.
Sobre a AIC
Fortalecer, articular e promover ações coletivas de construção da cidadania, a partir de modos de fazer inventivos e colaborativos. Essa é a causa que move a AIC – Agência de Iniciativas Cidadãs, organização sem fins lucrativos que soma 31 anos de atuação em cinco grandes áreas: mobilização social, educação, cultura, juventudes e fortalecimento da sociedade civil. Realizamos variados projetos e programas sociais, junto a uma rede de mais de 500 entidades parceiras – entre instituições públicas e privadas, movimentos sociais e fóruns de promoção de direitos. Nosso trabalho já obteve reconhecimento em mais de 30 prêmios nacionais e internacionais, concedidos por organizações como Organização das Nações Unidas (ONU), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).



















