Segundo a Polícia Civil, investigado de 37 anos teria usado influência espiritual e falsas promessas de cura e bênçãos para enganar duas mulheres. Prisão ocorreu no bairro Jardim Europa.

Um líder religioso de 37 anos foi preso preventivamente no fim da tarde de quarta-feira (7), no bairro Jardim Europa, em Catalão, no sudeste de Goiás, suspeito de praticar crimes de violação s3xu4l mediante fraude contra duas mulheres durante rituais religiosos. As informações são da Polícia Civil.
A ação foi realizada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Catalão, vinculada à 9ª Delegacia Regional de Polícia. A equipe cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão na residência do investigado.
Segundo a corporação, a investigação reuniu indícios e declarações de duas mulheres, de 52 e 40 anos, que relataram situações ocorridas em contextos distintos. O suspeito teria usado sua condição de líder religioso e a influência espiritual sobre as vítimas para induzi-las a consentir com atos s3xu4is por meio de engano.
De acordo com a Polícia Civil, as situações investigadas envolvem falsas promessas de cura e bênçãos, além da imposição de rituais e do uso de artifícios relacionados à fé. A polícia afirma que as mulheres não teriam aceitado os atos caso não fossem enganadas.
Com base nas informações reunidas, a Deam solicitou à Justiça a prisão preventiva do investigado e autorização para realizar buscas no imóvel onde ele mora. Os pedidos foram atendidos.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam um notebook, um tablet, dois celulares, um HD externo e seis HDs internos. Também foram encontrados um frasco de trembolona, substância anabolizante, e uma pequena porção de material semelhante à cocaína.
Conforme a corporação, os itens apreendidos serão analisados para buscar novos elementos de prova. A Polícia Civil também informou que há possibilidade de outras vítimas.
Após os procedimentos na delegacia, o homem foi indiciado por duas ocorrências de violação s3xu4l mediante fraude, crime previsto no artigo 215 do Código Penal. Ele foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.
O nome do investigado não foi divulgado no comunicado da Polícia Civil, que também não apresentou informações sobre a defesa dele.




















