Goiás registra alta de 6% na geração de empregos na indústria no primeiro semestre de 2026

Setor criou 12,1 mil vagas com carteira assinada entre janeiro e junho, com destaque para a indústria de transformação

(Foto: Secom)

A indústria goiana criou 12.111 empregos formais no primeiro semestre de 2026, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo foi de 11.423 vagas. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com validação do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB). O saldo corresponde à diferença entre admissões e desligamentos.

A indústria de transformação respondeu pela maior parte do resultado, com 9.988 novas vagas. Na sequência, aparecem os segmentos de água, esgoto, gestão de resíduos e descontaminação, com 1.149 postos; indústrias extrativas, com 619; e eletricidade e gás, com 355.

Março apresentou o maior saldo mensal do semestre, com 3.076 empregos, seguido por abril, com 3.043, e fevereiro, com 2.515. Janeiro registrou 1.823 novas vagas; junho, 1.213; e maio, 441.

No conjunto da economia goiana, a indústria teve o segundo maior saldo de empregos formais no período, atrás apenas dos serviços, que criaram 15.645 vagas. A agropecuária registrou saldo de 8.068 postos; a construção, de 7.650; e o comércio, de 230. Somados, os cinco setores geraram 43.704 empregos com carteira assinada entre janeiro e junho de 2026.

Segundo análise da Gerência de Desenvolvimento Industrial da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), com base no Novo Caged, Goiás ocupou a sexta posição no ranking nacional de crescimento relativo do emprego industrial, atrás de Piauí, Tocantins, Acre, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Os maiores saldos de empregos industriais foram registrados em Goiânia, Santa Terezinha de Goiás, Anápolis e Rio Verde. Já os maiores crescimentos proporcionais ocorreram em Santa Terezinha de Goiás, Serranópolis, Uruaçu, Minaçu e Rubiataba.

O avanço do emprego acompanha o desempenho positivo da produção industrial goiana, que cresceu 3,3% no acumulado de 12 meses, ante 0,6% na média nacional, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).