Funcionário público é preso com 91 ampolas de medicamentos furtados em operação contra o tráfico em MG

Operação ‘Fragmento’ prendeu nove pessoas, entre elas, o homem que trabalhava em um hospital público da cidade e armazenava medicamentos furtados da unidade em casa.

A operação ‘Fragmento’ foi realizada em conjunto entre as polícias Civil e Militar — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Um funcionário de Patos de Minas foi preso durante a operação ‘Fragmento’, realizada nesta quinta-feira (5) pela Polícia Civil e pela Polícia Militar em cidades do Alto Paranaíba e do Noroeste de Minas. A ação investiga um grupo suspeito de envolvimento com tráfico de drogas e comércio ilegal de armas de fogo.

Ao todo, nove pessoas foram presas. Seis tinham mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça, e outras três foram detidas em flagrante por suspeita de tráfico de drogas e porte ilegal de arma. Também foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão.

Durante a operação, foram apreendidos um revólver calibre 32, 21 munições, 135 comprimidos de clobenzorex, substância conhecida como rebite, 87 ampolas de medicamentos não controlados, quatro ampolas de medicamentos de uso controlado, uma balança de precisão e dez celulares.

De acordo com a investigação, as quatro ampolas de medicamentos de uso controlado foram tiradas do hospital por um dos investigados.

Como o grupo criminoso atuava

As investigações apontam que o grupo tinha divisão de tarefas e uma estrutura voltada à compra, ao armazenamento, ao transporte e à distribuição de drogas e armas.

De acordo com a polícia, o núcleo central funcionava em um ponto de venda de drogas em Patos de Minas. A partir dali, os materiais também eram distribuídos para outros municípios, entre eles João Pinheiro, Presidente Olegário, Lagoa Grande e Rio Paranaíba.

O delegado Érico Rodovalho, da Polícia Civil, informou que a investigação localizou, identificou e comprovou os crimes antes de começar a cumprir os mandatos de prisão.

Chegaram ao principal fornecedor das drogas, a mulher dele que fazia a lavagem do dinheiro, a pessoa que armazenava, quem transportava e quem comercializava as drogas.

Na casa do responsável pelo armazenamento das drogas, chamou a atenção os medicamentos exclusivos de ambiente hospitalar.

“Esse indivíduo armazenava armas e drogas para o principal investigado e encontramos com ele medicamentos controlados e não controlados sem qualquer documentação. Por ele trabalhar em um ambiente hospitalar e pela forma como estavam acondicionadas, ele foi levado à delegacia”, disse Rodovalho.

Os materiais apreendidos foram encaminhados para perícia. As investigações continuam sob sigilo para identificar outros possíveis envolvidos e apurar a movimentação financeira dos suspeitos.

A Polícia Civil informou, por meio de nota, que o funcionário público preso foi ouvido e solto, e responderá em liberdade por não se tratar de situação de flagrante delito.

Com informações: G1 Triângulo e Alto Paranaíba