Empresa informa ter investido R$ 13,6 milhões em projetos sociais em 2025; parceria com a UFCAT prevê recuperação de nascentes e proteção dos recursos hídricos.

A CMOC completa, em outubro de 2026, dez anos de atuação no Brasil. Nesse período, a empresa ampliou a produção de nióbio e fertilizantes fosfatados e desenvolveu projetos sociais e ambientais nas comunidades onde atua. Segundo a companhia, o negócio de nióbio e fosfatos reúne cerca de 5 mil pessoas no país.
A atuação no Brasil começou em 2016, quando a CMOC adquiriu os negócios de nióbio e fosfatos da Anglo American por US$ 1,5 bilhão. Desde então, conforme informações divulgadas pela empresa, foram realizadas melhorias nas etapas de mineração, beneficiamento, metalurgia e processamento de fertilizantes.
A produção anual de nióbio passou de aproximadamente 6,3 mil toneladas, no início da aquisição, para 10.348 toneladas em 2025. Já o volume de fertilizantes fosfatados aumentou de menos de 1 milhão para 1,21 milhão de toneladas no mesmo período. Segundo a CMOC, os dois resultados foram os maiores registrados desde a compra dos ativos.
Pauliano Rufino, diretor adjunto de Relações Institucionais, atribui o crescimento aos investimentos em tecnologia, às melhorias de gestão e ao trabalho das equipes locais.
“Ao longo de dez anos, temos elevado continuamente o valor de longo prazo dos ativos por meio de inovação tecnológica, gestão enxuta, operação conduzida por equipes locais e práticas responsáveis de mineração”, afirmou.
Além das operações industriais, a companhia informou ter destinado R$ 13,6 milhões a projetos sociais em 2025. De acordo com o balanço divulgado, as iniciativas beneficiaram diretamente cerca de 21 mil pessoas e, indiretamente, aproximadamente 120 mil.
Entre os projetos está o Saúde Rural, que oferece atendimento médico e odontológico por meio de unidades móveis em 15 comunidades. A empresa também informou ter investido quase R$ 400 mil na reforma de enfermarias de hospitais públicos.
Na área cultural, a Casa Criativa realizou 90 atividades e atendeu mais de 9 mil pessoas. Já o projeto de educação ecológica do Cerrado alcançou mais de 11 mil alunos e professores de escolas públicas do ensino fundamental, conforme os dados apresentados pela companhia.
Em 2026, o projeto Rede Rural instalou equipamentos de internet via satélite em 11 comunidades rurais. A iniciativa também oferece capacitação para o uso de ferramentas digitais.
Na área ambiental, uma parceria com a Universidade Federal de Catalão (UFCAT) contempla a construção de 352 microbarragens, a recuperação de 18 nascentes e ações de restauração da vegetação e proteção do solo. Segundo a CMOC, o objetivo é contribuir para a proteção dos recursos hídricos.
A empresa também informou que mantém ações de gestão das estruturas de rejeitos e realiza simulados periódicos de emergência.
O aniversário de dez anos ocorre em um momento de ampliação dos negócios no país. No início de 2026, a CMOC concluiu a aquisição de quatro minas de ouro em operação no Maranhão, na Bahia e em Minas Gerais, por US$ 1,015 bilhão. Juntas, as unidades têm produção anual estimada entre 6 e 8 toneladas de ouro.
Com a aquisição, o portfólio da companhia no Brasil passou a reunir nióbio, fosfatos e ouro. Segundo Rufino, o país ganhou importância na estratégia global da empresa, que pretende manter investimentos de longo prazo e fortalecer sua presença na América do Sul.





















