Catalão recebe coleta gratuita de DNA para ajudar na identificação de pessoas desaparecidas

Familiares podem doar material genético até sexta-feira (28); mobilização conta com pontos de atendimento em 23 municípios goianos.

Coleta de DNA é gratuita e pode ajudar na identificação de pessoas desaparecidas — (Foto: Divulgação)

Familiares de pessoas desaparecidas podem realizar gratuitamente a coleta de DNA em Catalão. O município é um dos 23 pontos de atendimento disponíveis em Goiás durante a quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas.

A força-tarefa começou nesta segunda-feira (24) e segue até sexta-feira (28). Em Catalão, o atendimento é realizado na 8ª Coordenação Regional de Polícia Técnico-Científica (CRPTC), localizada na Avenida Dr. Lamartine Pinto de Avelar, nº 1.847, no Loteamento Ipanema.

Os telefones para informações são (64) 3441-1630 e (64) 3441-1631. Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp estadual da campanha: (62) 98140-4071.

Além de Catalão, a coleta está disponível em Águas Lindas de Goiás, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Caldas Novas, Campos Belos, Ceres, Cidade de Goiás, Formosa, Goianésia, Goiânia, Iporá, Itumbiara, Jataí, Luziânia, Mineiros, Morrinhos, Porangatu, Posse, Quirinópolis, Rio Verde, São Luís de Montes Belos e Uruaçu.

O material coletado é analisado e inserido nos bancos estadual e nacional de perfis genéticos. O DNA pode ser comparado com amostras de pessoas encontradas vivas ou mortas que ainda não foram identificadas, auxiliando na busca por desaparecidos.

Quem pode doar

A doação é voluntária e destinada aos familiares que ainda não forneceram material genético para uma instituição oficial. A recomendação é priorizar parentes de primeiro grau, como pai e mãe biológicos, filhos biológicos e irmãos biológicos.

Quando possível, a orientação é que pelo menos dois familiares façam a coleta, aumentando as possibilidades de identificação. Outros parentes também poderão ser considerados pela equipe responsável, conforme cada caso.

Como é feita a coleta

O procedimento é simples, rápido e indolor. A amostra pode ser obtida com um cotonete passado na parte interna da bochecha ou por meio de uma gota de sangue retirada do dedo. Não é necessário estar em jejum.

Crianças também podem fornecer o material genético, desde que estejam acompanhadas por um responsável legal.

Documentos necessários

Para realizar a coleta, o familiar deve apresentar um documento de identificação e as informações do Boletim de Ocorrência do desaparecimento, incluindo número, estado onde foi registrado e delegacia responsável. Se possível, também deve levar uma cópia do BO.

Objetos de uso pessoal do desaparecido que possam conter material genético, como escova de dentes, aparelho de barbear, dente guardado ou cordão umbilical, também podem ser apresentados para avaliação da equipe.

A mobilização é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com participação dos estados e do Distrito Federal. Mesmo depois do encerramento da força-tarefa, a coleta continuará disponível nas instituições oficiais de perícia.