Fenômeno do sertanejo morreu aos 26 anos, em novembro de 2021, após avião em que estava cair em Piedade de Caratinga; investigação apontou erro da tripulação

Há exatos cinco anos, o Brasil perdia uma das maiores vozes da música sertaneja. A morte de Marília Mendonça, aos 26 anos, em um acidente aéreo em Minas Gerais, comoveu o país e deixou uma legião de fãs órfãos da cantora, que se consagrou como “rainha da sofrência”.
Marília seguia para Caratinga, onde faria um show naquela noite. O local da queda ficava a cerca de três quilômetros do aeroporto onde o bimotor deveria pousar. Em um primeiro momento, a assessoria da cantora chegou a informar que ela estava bem, mas o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais confirmou, pouco depois, que não houve sobreviventes.
A cantora deixou o filho Léo, que tinha 1 ano na época e hoje está com 5, fruto do relacionamento com o cantor sertanejo Murilo Huff.
Investigação apontou erro humano

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu, dois anos após o acidente, que a queda foi provocada por falha humana da tripulação. Segundo o inquérito, o piloto e o copiloto não respeitaram os procedimentos de aproximação para pouso e colidiram em cabos de uma torre de energia da Cemig.
As torres estavam fora da área de segurança do aeroporto, e, por isso, não havia obrigatoriedade de sinalização. No entanto, de acordo com o relatório, a existência delas estava registrada em cartas aeronáuticas que a tripulação deveria ter consultado antes do voo.
O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) também descartou falha mecânica e apontou possível “avaliação inadequada” dos pilotos. As hipóteses de mal súbito, intoxicação por drogas ou álcool e atentado foram todas excluídas pelos peritos.
Como piloto e copiloto morreram no acidente, o caso foi arquivado pela Justiça por extinção de punibilidade.
De compositora precoce a fenômeno nacional

Nascida em Cristianópolis (GO) e criada em Goiânia, Marília Mendonça começou a compor aos 12 anos e logo se destacou nos bastidores do sertanejo. Foi autora de sucessos gravados por artistas como Henrique & Juliano, Cristiano Araújo e Jorge & Mateus.
Entre seus maiores hits estão “Infiel”, “Supera”, “Ciumeira” e “De Quem É a Culpa” — músicas que se tornaram hinos do chamado “feminejo”, movimento que deu protagonismo às mulheres em um gênero historicamente dominado por homens.
Marília Mendonça se tornou símbolo de força, autenticidade e talento precoce. Quatro anos após sua morte, sua voz continua ecoando nos palcos e nas playlists de milhões de brasileiros.
O legado continua vivo a Amazon lançou uma série sobre a história de vida da cantora

Cinco anos após a morte de Marília Mendonça, a história e o legado da cantora ganharam uma homenagem especial com o lançamento da série documental “Marília Mendonça: Sentimento Louco”, disponível no Prime Video, plataforma de streaming da Amazon. Lançada em 16 de outubro de 2026, a produção revisita a trajetória pessoal e profissional da artista, mostrando momentos marcantes de sua carreira, imagens de arquivo e depoimentos de familiares, amigos e pessoas que fizeram parte de sua caminhada. A série resgata a história da cantora goiana que conquistou o Brasil e se tornou um dos maiores nomes da música sertaneja.
Após a estreia, a produção também alcançou grande repercussão entre o público e chegou ao 1º lugar entre as séries mais assistidas do Prime Video no Brasil, demonstrando a força e a dimensão do legado deixado pela cantora, que continua emocionando fãs mesmo cinco anos após sua partida.



















