Relatórios apontam erosão na cabeceira de ponte da GO-330 entre Catalão e Ouvidor

Documentos recomendam monitoramento durante as chuvas; projeto de contenção definitiva está aprovado, mas escavações dependem de condições seguras

Ponte sobre o Ribeirão Ouvidor, na GO-330, apresenta erosão junto à cabeceira; relatórios recomendam monitoramento e medidas corretivas — Foto: Reprodução/Goinfra

Dois relatórios técnicos apontam erosão no aterro junto à cabeceira da ponte sobre o Ribeirão Ouvidor, na GO-330, na divisa entre Catalão e Ouvidor. Os documentos recomendam acompanhamento da área e medidas corretivas, com atenção ao período chuvoso.

O relatório de inspeção da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), datado de 13 de outubro e encaminhado ao Zap Catalão pela vereadora de Ouvidor Suzana, informa que serviços provisórios foram realizados para limitar o agravamento do problema. Segundo o documento, o projeto de contenção definitiva em gabião, estrutura formada por pedras acomodadas em telas metálicas, já foi elaborado e aprovado.

A avaliação alerta, porém, que as escavações necessárias à implantação podem deixar o aterro temporariamente mais instável. Durante as chuvas, a exposição do solo pode favorecer erosões e deslocamentos, ampliando os riscos aos trabalhadores, à estabilidade da rodovia e à continuidade do tráfego.

Por isso, o relatório recomenda avaliar as condições do terreno e do tempo antes de iniciar essa etapa. Caso não haja condições seguras, a orientação é reprogramar as escavações, mantendo o monitoramento e adotando providências emergenciais quando necessárias. O documento não estabelece uma data para o início da obra.

Em 14 de outubro, uma vistoria visual preliminar da 10ª Regional de Defesa Civil, solicitada pelo vereador de Ouvidor Jorginho, identificou erosão significativa na cabeceira e falhas na drenagem da água da chuva. A equipe observou indícios de continuidade da perda de solo além da contenção provisória existente.

Os pilares e as vigas observados apresentavam bom estado aparente de conservação, sem sinais visíveis de comprometimento estrutural evidente. A Defesa Civil ressaltou, contudo, que a inspeção visual não constitui um atestado de segurança global da ponte.

O órgão recomendou avaliação especializada da estabilidade do aterro, da eficiência da contenção e das condições de drenagem, além de monitoramento durante e após chuvas intensas. O relatório não determina a interdição da ponte: a eventual necessidade de sinalização preventiva ou restrição de tráfego deverá ser avaliada pelo responsável técnico.

Na sessão da Câmara de Ouvidor de segunda-feira (26), Jorginho voltou a cobrar providências sobre a situação. “Tem que dar uma resposta pra comunidade”, afirmou.

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