Operação cumpre 13 mandados em quatro estados e determina bloqueio de até R$ 7,85 milhões em bens e valores ligados aos investigados.

Nesta quarta-feira (7), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG) deflagrou a Operação Dinheiro Suado. O objetivo da ofensiva é desarticular uma organização criminosa especializada em tráfico transnacional de drogas e lavagem de dinheiro.
As apurações tiveram início a partir de elementos obtidos após a prisão de um dos investigados, ocorrida em novembro do ano passado, em Uberlândia. A análise das provas revelou a existência de uma estrutura criminosa voltada ao tráfico internacional de cocaína, que era proveniente da Bolívia e posteriormente distribuída em território brasileiro.
O grupo apresentava uma divisão de tarefas, contando com um núcleo logístico, responsável pela articulação de meios de transporte e pela distribuição das cargas ilícitas; e um núcleo financeiro e patrimonial, encarregado da movimentação de recursos em contas bancárias, utilização de empresas de fachada e registro de bens em nome de terceiros; com o intuito de ocultar e dissimular a origem e a titularidade dos valores.
No decorrer das investigações, os agentes identificaram um fluxo financeiro expressivo: apenas entre maio e outubro de 2025, análises de comprovantes bancários apontaram uma movimentação de aproximadamente R$ 4,5 milhões; com indícios de ocultação por meio de depósitos fracionados. Veículos, empresas e outros ativos também foram mapeados como parte da estrutura patrimonial da quadrilha.
Para descapitalizar a rede criminosa, a Justiça decretou o sequestro, arresto e a indisponibilidade de ativos até o limite total de R$ 7,85 milhões. A medida alcança sete pessoas físicas e três pessoas jurídicas, incluindo o bloqueio de veículos e outras restrições patrimoniais.
Durante a operação, foram cumpridos 13 mandados judiciais, sendo quatro deles de prisão e sete de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas em endereços vinculados aos investigados nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo.
Conforme a gravidade de suas participações no esquema, os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico transnacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro; sem prejuízo de outros delitos que venham a ser constatados no desdobramento das investigações.
Com informações V9 vitoriosa.




















